Ontem...
Os meus olhos olharam para ela mais uma vez!
A sua doce voz, se fez pessoa no meu peito e iluminou as minhas súplicas.
Ontem...
Os meus olhos lamentavam o passado impiedoso,
Alimentavam-se de alegria e angústia aos dois tempos.
Ontem...
É sempre assim. O mundo dorme e eu disperto; escrevo um poema e me vou para junto de mim, finalmente amanhece e.. tive a melhor noite de todas.
31.1.11
Espírito de mestre
(em memória a Malangatana Valente Ngwenha)
A vangana vakwe...
A pfa va muzonda...
Xikwembu xi swi tsumbula xi hantla xi mu pheula...
Partira daqui um dia, sem saber se voltaria,
Fugira com migo um mundo submisso neste moribundo limite.
Não era ninguém,
Não era eu nem ninguém,
A vangana vakwe...
A pfa va muzonda...
Xikwembu xi swi tsumbula xi hantla xi mu pheula...
Partira daqui um dia, sem saber se voltaria,
Fugira com migo um mundo submisso neste moribundo limite.
Não era ninguém,
Não era eu nem ninguém,
24.1.11
Mulheres da vida
…E mais beijos não dei!
Não dei mais os braços a nenhuma mulher,
Noites me passaram despercebido,
O coração delirou de saudades,
Perdi a pertença e o controlo da vida,
Pelas andâncias que ti procuram.
Despi-me do seu corpo nas mãos da distância que nos une
Onde estás Xiluva...
16.1.11
Meu medo sou eu mesmo
De repente senti um medo…
Medo que ninguém sente;
Medo que à alguém ascende.
Medo que suplica toda a minha tranquilidade
E embala a minha alma de angústia,
Desespero e formigueiro.
Algo chama-me a reflectir sobre a vida que levo,
Numa altura em que, os níveis da minha sobrevivência revelam melhorias.
Quem sou?
Porquê sou?
Como sou?
Onde sou?
Para quê sou?
Porquê sou?
Como sou?
Onde sou?
Para quê sou?
17.5.10
Quisse Mavota entregue aos Fantasmas?
Xiguiana da luz
Em algum momento, acreditei que fosse melhor passar pela morte, para saborear o sabor amargo dos defuntos flutuantes no cosmo, procurando saber – se de quê.
Ficou conhecida recentimente a verdade vivida na escola secundária Quisse Mavota, aliás, o caos que podera vir das profundezas, do solo humedecido, do cheiro de rosas a sabor de mandioca, defuntos que inesplicavelmente ainda disfrutam das mulheres cheias de vida que abundam naquele solo amaldiçoado.
Isto só me recorda da " Tsanaze a donzela de Sena " do romansista Carlos Paradona Rufino Roque, a virgem que dispertava amor nos homens e o ódeo nas mulheres, das bandas de Mutarara, Gorongosa, se alastrando por todo o vale de Zambeze e em Sena.
Tsanaze, disperteva até o amor dos mortos. Toda a defuntagem masculina, apaixonou – se pela donsela de Sena, possuida pelo Npfúkua.
Bendito seja este homem o Carlos Roque que como um contador de estórias, exerceu com sucesso o seu papel de prever o futuro através do romanse que trás assuntos, considerados do sub mundo, mas que na verdade, hoje mostram o seu poder.
Os desmaios que as raparigas da Quisse Mavota passam, a ciência, ainda que tente justificar, tal como já o fez ao ter diagnosticado as " vítmas " do Npfúkua (feitiço) e achar – se o problema de animia e outras doenças, mesmo a gravidez chegou a se pensar em diagnosticar às estudantes, mas só se for obra de um ensaio, são cerca de trinta estudantes por dia que desmaiam, sem que se saiba ao certo de que se trata.
Tsanaze morreu assim..., sem que soubesse de quê se tratava, a diferença é que a donsela de Sena, morreu numa tarde de tempestade na margem do rio Zambéze, em confronto directo com um prazer que nenhum ser vivente já sentiu, era uma tarde de prazeres obscuros entre os fantasmas e a Virgem.
Resta – nos saber apenas, se no caso das mulheres do Mavota, trata – se de fantasmas mulheres siúmentas ou são homens que querem disfrutar das beldades que lá se encontram?
Até onde vai a ciência dos homens desta terra?
" Vida que não espera, filhos da terra, que o futuro não os queira.
Escudos e swibalakatsas ainda chamam em chamas os nomes dos homens que um dia pisaram esta terra, que hoje viraram lendas nos nkaringanas epotecadas e entregues à histórias.
Homens desta terra, ainda gritarão os Ngungunhanes e os Farlais, evocando eloquentimente os deuses dos deuses, coisa pouco – a – pouco vai se perdendo a prática.
E os mukume ni vemba, ti nguvu ni ma fafuku, que as raparigas de Maputo já não querem saber, até o xiguiana já não se faz nos casamentos destes homens.
Homens desta terra, ainda chamarão sem voz os defuntos nas alturas e acusar – se – ão de feitiçaria à qualquer altura.
Mesmo assim, que não se faça sentir a rebelia dos Quisse Mavota aos inocentes e seja feita a vontade de quem quer que seja, mas a tranquilidade deve voltar àquela instituição de ensino e aprendizagem e que as mulheres voltem a gozar da boa saúde e da liberdade de opcção sexual.
Em algum momento, acreditei que fosse melhor passar pela morte, para saborear o sabor amargo dos defuntos flutuantes no cosmo, procurando saber – se de quê.
Ficou conhecida recentimente a verdade vivida na escola secundária Quisse Mavota, aliás, o caos que podera vir das profundezas, do solo humedecido, do cheiro de rosas a sabor de mandioca, defuntos que inesplicavelmente ainda disfrutam das mulheres cheias de vida que abundam naquele solo amaldiçoado.
Isto só me recorda da " Tsanaze a donzela de Sena " do romansista Carlos Paradona Rufino Roque, a virgem que dispertava amor nos homens e o ódeo nas mulheres, das bandas de Mutarara, Gorongosa, se alastrando por todo o vale de Zambeze e em Sena.
Tsanaze, disperteva até o amor dos mortos. Toda a defuntagem masculina, apaixonou – se pela donsela de Sena, possuida pelo Npfúkua.
Bendito seja este homem o Carlos Roque que como um contador de estórias, exerceu com sucesso o seu papel de prever o futuro através do romanse que trás assuntos, considerados do sub mundo, mas que na verdade, hoje mostram o seu poder.
Os desmaios que as raparigas da Quisse Mavota passam, a ciência, ainda que tente justificar, tal como já o fez ao ter diagnosticado as " vítmas " do Npfúkua (feitiço) e achar – se o problema de animia e outras doenças, mesmo a gravidez chegou a se pensar em diagnosticar às estudantes, mas só se for obra de um ensaio, são cerca de trinta estudantes por dia que desmaiam, sem que se saiba ao certo de que se trata.
Tsanaze morreu assim..., sem que soubesse de quê se tratava, a diferença é que a donsela de Sena, morreu numa tarde de tempestade na margem do rio Zambéze, em confronto directo com um prazer que nenhum ser vivente já sentiu, era uma tarde de prazeres obscuros entre os fantasmas e a Virgem.
Resta – nos saber apenas, se no caso das mulheres do Mavota, trata – se de fantasmas mulheres siúmentas ou são homens que querem disfrutar das beldades que lá se encontram?
Até onde vai a ciência dos homens desta terra?
" Vida que não espera, filhos da terra, que o futuro não os queira.
Escudos e swibalakatsas ainda chamam em chamas os nomes dos homens que um dia pisaram esta terra, que hoje viraram lendas nos nkaringanas epotecadas e entregues à histórias.
Homens desta terra, ainda gritarão os Ngungunhanes e os Farlais, evocando eloquentimente os deuses dos deuses, coisa pouco – a – pouco vai se perdendo a prática.
E os mukume ni vemba, ti nguvu ni ma fafuku, que as raparigas de Maputo já não querem saber, até o xiguiana já não se faz nos casamentos destes homens.
Homens desta terra, ainda chamarão sem voz os defuntos nas alturas e acusar – se – ão de feitiçaria à qualquer altura.
Mesmo assim, que não se faça sentir a rebelia dos Quisse Mavota aos inocentes e seja feita a vontade de quem quer que seja, mas a tranquilidade deve voltar àquela instituição de ensino e aprendizagem e que as mulheres voltem a gozar da boa saúde e da liberdade de opcção sexual.
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