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7.10.11

Monólogos da mãe da Nikotile

Kitile nwananga – minha filha,
Kotile dos homens
Coração de incertezas
Infelicidades que despreza
O sossego nas trevas,
Kotile, Nikotile
Vida sem regras a ku nandzika!! Anima
Mas não segurarás a coragem dos homens
Respire o ar que não tens
Não entregues a ninguém os teus bens
Xipera Nikotile u kula nwanaga, xipera crescer phelasse
Esconda os seus seios
Não penteie os seus cabelos
Não te entregues a ninguém nwananga
Nem aos Nkomanes
Nem aos homens do xilungwine aí no Maputo
Nem as promessas nem à ninguém
Espere o casamento
Sem ansiedade
Mesmo repetindo, nwananga
Não ames a nenhum homem destas terras.

Falácias duma mulher sofrida

Quando ouvirdes que morri, não choreis de angústia
Livrai as vossas almas de todos remorsos, lacrimejeis de felicidade cordial
Porque a minha morte, será a vitória retumbante sob a vida.
E se ainda me quiserdes ter por perto, vinde comigo. Não estareis perdido, juntos, desvendaremos o mistério e… quem sabe,
Encontramos Deus no banho para descobrir o seu verdadeiro sexo e questioná-lo o porquê da superioridade dos homens sob as mulheres.

Noite de Quarta-feira, 05 de Outubro de 2011

31.1.11

Espírito de mestre

(em memória a Malangatana Valente Ngwenha)



A vangana vakwe...

A pfa va muzonda...

Xikwembu xi swi tsumbula xi hantla xi mu pheula...



Partira daqui um dia, sem saber se voltaria,

Fugira com migo um mundo submisso neste moribundo limite.



Não era ninguém,

Não era eu nem ninguém,